O Universidade no Ar de hoje fala sobre os dez anos o do Programa Universidade para Todos, ProUni. Criado, em 2004, pelo governo do ex-presidente Lula, o projeto oferece bolsas de estudos em faculdades de ensino superior privadas, para pessoas de baixa renda.

A reportagem traça quais foram os possíveis impactos socioeconômicos no perfil do universitário brasileiro, pós-ProUni.

O Universidade no Ar é produzido pelos alunos do 4º ano do curso de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu. O programa é veiculado em cadeia nacional aos sábados, entre às 10h e 12h, na rádio CBN — AM 780 khz FM 90,5 mhz.

http://cbn.globoradio.globo.com/home/…

Apresentação: Gabriela Zaniratto
Reportagem: Olívia Freitas
Sonoplastia: Marcelo Aprile
Orientação do professor Celso de Freitas

Vídeo  —  Publicado: janeiro 11, 2014 em Rádio
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O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, criticou, nesta segunda-feira (14), a atuação jornalística na cobertura do STF. Segundo ele, a imprensa é monotemática e despreparada para cobrir a pauta.

Barbosa participou da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que acontece na PUC-Rio até terça (15). A mesa “Brasil – avanços e retrocessos instituições” também contou com a presença do professor da Universidade do Texas Rosental Alves e do colunista da Folha de S.Paulo Fernando Rodrigues.

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Reportagem produzida durante a cobertura oficial da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que aconteceu no Rio de Janeiro, em outubro de 2013. 

Carlos Alexandre, filho de militantes de esquerda, foi torturado ainda bebê durante a ditadura militar.  Com dificuldades para viver em sociedade, foi diagnosticado com fobia social e morreu este ano.

“Pensei que seria interessante investigar essa história porque não são comuns casos de crianças que sofreram tortura durante a ditadura”, revela a jornalista Solange Azevedo, autora da reportagem “A ditadura não acabou”, publicada na revista IstoÉ, em janeiro de 2010.

Solange participou da palestra “cobertura de desastres e traumas – como fazer investigações com sensibilidade”, realizada domingo (13), na Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que acontece na PUC-Rio até terça (15).

A jornalista mexicana Marcela Turati (Periodistas de a Pie), o repórter Jeff Lowenstein (Tribune Media Group) e Bruce Shapiro, diretor-executivo da Dart Center for Journalism and Trauma, também compartilharam suas experiências.

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Reportagem produzida durante a cobertura oficial da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que aconteceu no Rio de Janeiro, em outubro de 2013. Texto: Giulia Afiune e Olívia Freitas.

“Somente uma sociedade bem informada pode exercer seu direito à participação democrática para poder construir opiniões e tomar livremente suas decisões”, afirma o relator especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão da ONU, Frank La Rue.

A crise na liberdade de expressão na imprensa foi debatida neste sábado 12 de outubro, na plenária de abertura da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que  acontece no Rio de Janeiro. Além de La Rue, a mesa contou com a presença da relatora especial para liberdade de expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Catalina Botero, e com a diretora da divisão de comunicação estratégica do departamento de informação pública da ONU, Deborah Seward.

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Reportagem produzida durante a cobertura oficial da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que aconteceu no Rio de Janeiro, em outubro de 2013.

Com um sonho na cabeça e sem nenhum patrocínio, diretores filmaram “Sobre Futebol e Barreiras” durante a Copa do Mundo da África, em Israel Um judeu israelense que torce para Alemanha, um árabe que foi um dos principais jogadores da história do futebol israelense, um palestino que mora perto do mar, mas vive confinado e não pode vê-lo, outro que sempre torce para a seleção “errada”. Essas são só algumas histórias futebolísticas que compõem o plano de fundo do documentário brasileiro independente “Sobre Futebol e Barreiras”, que retrata o histórico conflito Israel/Palestina com intuito de entender as identidades desses povos.

Diretores brasileiros investiram R$ 120 mil de suas economias para produzir o documentário no Oriente Médio durante a Copa do Mundo | Foto: divulgação

Diretores brasileiros investiram R$ 120 mil de suas economias para produzir o documentário no Oriente Médio durante a Copa do Mundo | Foto: divulgação

O ano era 2010, pouco antes do início da Copa do Mundo de Futebol da África, o jornalista Arturo Hartmann, que tem experiência em cobertura do Oriente Médio e futebol, passava um período em Israel, sem dinheiro ou patrocínio, para tentar entender mais de perto o milenar complexo conflito cultural, político e social existente na região, com a intenção de retratá-lo no seu livro-reportagem.

Em meio à sua pesquisa, Hartmann assistia a um jogo de futebol entre Argélia e Egito, em Belém, cidade dentro dos territórios palestinos. No bar onde passava a partida todos torciam para a Argélia, e ele questionou do porquê. “O Egito por meio do então governo de Mubarak colabora com Israel para efetuar o cerco à Gaza. Com o futebol eles demonstravam esse aspecto político. Era uma forma de se manifestar”, explica o jornalista.

Eis que, Hartmann teve a ideia de como retratar o conflito de uma maneira que humanizasse a questão. “Nós queríamos saber que são os israelenses e os palestinos para que possamos entender a realidade hoje”, conta. “O esporte é um meio de conectar as pessoas e o filme mostra isso como ponto de vista para discutir as identidades nacionais”, considera.

As Barreiras

O tempo era curto – a Copa do Mundo se aproximava, o dinheiro também, não havia tempo para inscrições em editais, mas o jornalista viu ali uma história que não poderia deixar de ser contata. Hartmann retornou ao Brasil e chamou mais três amigos para compor o time na direção: Lucas Justiniano, José Menezes e João Carlos Assumpção. Juntos, com as economias que tinham guardadas, que somavam aproximadamente R$ 120 mil, embarcam rumo a Israel faltando 15 dias para o início da Copa.

“Conversamos com possíveis investidores, empresas que gostaram bastante do projeto mas não investiriam sem incentivo fiscal. Tentamos apoio em passagens mas sem sucesso”, conta Justiniano. A decisão do quarteto foi tentar captar recursos depois da produção.

Além da falta de recursos financeiros, os diretores enfrentaram outra barreira: o conflito latente existente no território. Na cidade palestina Hebron, ocupada pelo exército israelense, foram vividos alguns dos momentos mais tensos. “A dificuldade é filmar dentro de um clima tenso. Tem uma violência latente, não aberta, é lógico que, às vezes ela explode. São locais socialmente e militarmente tensos”, relembra Hartmann. Após a filmagem, a preocupação era sair da região com o material sem ser confiscado. Eles passaram por uma espécie de interrogatório. “Tudo podia se perder ali em questões de segundos, era aterrorizante!”, relembra Justiniano.

A distribuição do material foi outro ponto crucial, nenhum deles tinham experiência com essa área e acabaram tendo que executá-la. O fato de ser um filme sobre política em inglês e árabe dificultou ainda mais, segundo Justiniano. Porém, a sorte sorriu para eles, com a exibição e repercussão do filme na 35ª Mostra Internacional de São Paulo, tiveram novos bons ares e também conseguiram rodar o documentário no Cinesesc.

Depois de custearem toda a viagem, os diretores conseguiram associar o “Sobre Futebol e Barreiras” a um projeto de R$ 300 mil do Governo do Estado de São Paulo, Programa de Ação Cultural (ProAc), que financiou toda a pós-produção e finalização do projeto. O filme também foi adotado pelo programa “Cinema Vai à Escola”, do mesmo governo, que serve de material de apoio de material para aulas de diversas disciplinas. “No fim, saíamos no vermelho”, revela.

Para os aventureiros que têm uma ideia na cabeça e nenhum dinheiro no bolso, Hartmann aconselha: “Eu falo para ir! Digo isso porque às vezes temos uma ideia e uma angústia [do custeio]”. Mas ele aponta um caminho que hoje a internet oferece: crowdfunding – sistema de doação pela internet. Em contrapartida, Lucas disse que não faria novamente um trabalho desses como antes. “Hoje, analisando digo que foi uma loucura, mas uma loucura que valeu muito a pena. Mas não faria um novo projeto assim”.

Reportagem publicada em maio de 2013, originalmente no jornal laboratório do 4º ano do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu, Expressão

 

Além do menor funcionamento neurológico, as cartas escritas em situação de transe apresentam textos mais complexos

Segundo neurocientista responsável pela pesquisa, é plausível a hipótese que os médiuns psicografem cartas de pessoas mortas | Foto: SXC

Segundo neurocientista responsável pela pesquisa, é plausível a hipótese que os médiuns psicografem cartas de pessoas mortas | Foto: SXC

Um estudo científico inédito analisou e comprovou o funcionamento cerebral diferente durante o processo de psicografia de médiuns brasileiros. A pesquisa revelou que eles apresentam menor atividade neurológica durante o estado de transe dissociativo (ausência de integração de pensamentos, sensações e experiências à consciência e à memória) junto de um complexo texto psicografado. A pesquisa Neuroimagem Durante o Estado de Transe: Uma Contribuição ao Estudo da Dissociação foi publicada num artigo do periódico científico norte-americano Plos One.

O estudo foi realizado na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, em 2008, porém, publicado no ano passado. A análise foi feita por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade da Pensilvânia e pela Universidade Thomas Jefferson, ambas nos Estados Unidos.

Foram analisados individualmente e como um todo 10 médiuns saudáveis, em dois momentos: em estado de transe e no estado habitual de consciência, considerando os textos produzidos e a atividade cerebral nos dois momentos. Todos eles tinham experiência com psicografia, entre 15 a 47 anos, não cobravam pelo trabalho e escreviam no mínimo 10 cartas psicografadas por mês.

“O estudo mostrou uma mudança no fluxo sanguíneo cerebral, nos pudemos observar que, durante a psicografia as áreas de planejamento tiveram menos atividade em comparação à escrita fora do transe mediúnico”, explica o doutor em Neurociências e Comportamento Julio Peres, pesquisador do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Durante o processo da psicografia, os médiuns mais experientes apresentaram níveis mais baixos de atividade nas áreas responsáveis pela produção de fala, atenção, compreensão da linguagem e escrita. Para a análise, foram usados equipamentos de última geração para medir o fluxo sanguíneo cerebral regional correlacionado com a atividade encefálica durante a escrita.

O cientista e médico Andrew Newberg, diretor de pesquisa do Myrna Brind Centro de Medicina Integrativa da Universidade Thomas Jefferson, destaca como importante no resultado do estudo a diminuição da atividade cerebral. Ele se diz animado com os resultados diferentes entre os médiuns com maior e menor experiência. “[O estudo] sugere que há um ‘efeito de treino’ em que o cérebro da pessoa muda ao longo do tempo para participar dessa experiência”, conta.

O texto
A complexidade dos textos foi maior durante o estado de transe do que em estado habitual. “O que chamou a atenção foi a complexidade dos textos escritos. Para gerar um texto mais complexo, é preciso ter mais atividade neural, só que o contrário aconteceu”, revela o líder da pesquisa, Peres.

Os textos, escritos por 25 minutos sem pausa, foram estudados pelo doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual de Campinas Alexandre Caroli Rocha. “Os textos foram avaliados sob seis critérios: pontuação, seleção lexical e ortografia, concordância verbal e nominal e colocação pronominal, desenvolvimento do tema, estruturas frasais e articulação entre as partes e coerência”, explica Caroli. Ele obteve dois resultados: casos em que a pontuação do texto comum de um médium é bem próxima da de sua psicografia e em que a pontuação da psicografia dos médiuns experientes é mais elevada do que a de seu texto comum.

Segundo os autores do artigo, os médiuns com mais experiência disseram estar num transe mais profundo, com nenhuma ou pouca consciência do que escreviam. Já os menos experientes, estavam num estado de transe menos profundo e relataram geralmente escrever frases ditadas por espíritos. Essas diferenças podem estar relacionadas aos diferentes níveis de experiência e também a graus de ansiedade/expectativa, esforço ou eficiência.

Sobre a hipótese de as cartas serem de autoria de espíritos, como afirmam os médiuns, é possível para Peres.“Essa hipótese é plausível porque uma menor atividade cerebral foi encontrada para geração de um conteúdo complexo durante a psicografia”, afirma. Porém, ainda de acordo com o artigo, não está claro se a atividade cerebral menos intensa está relacionada com mais eficiência do cérebro durante a realização da tarefa ou de outros casos, como o transe mediúnico e a comunicação espiritual.

De acordo com Newberg, os exames só mostraram o que acontece no cérebro quando alguém tem uma experiência particular, eles não provam a real causa da experiência. “É possível que, seja um estado produzido pelo cérebro, mas também que o cérebro está tocando em alguma outra esfera com espíritos”, explica. Para Peres, esta é apenas uma mostra inicial, é preciso mais estudos sobre o tema.

 

Reportagem publicada originalmente no portal Cmais da TV Cultura. 

Após as principais instituições de ensino do mundo disponibilizarem seus conteúdos em cursos online, instituição é a primeira a oferecer um Mooc no Brasil

Primeira aula do curso de Física Mecânica Básica da USP em parceira com o Veduca | Foto: reprodução

Primeira aula do curso de Física Mecânica Básica da USP em parceira com o Veduca | Foto: reprodução

Seguindo a tendência mundial dos Moocs (curso online grátis, de nível superior com certificado e com acompanhamento de professor), a Universidade de São Paulo mais o portal Veduca estreiam no seguimento com o lançamento de dois cursos: Física Mecânica Básica e Probabilidade e Estatística, ambos serão certificados pelos professores responsáveis. Inscrições começam hoje, podem ser feitas no site e serão oferecidas permanentemente.

O curso de Física Mecânica Básica será oferecido em 25 aulas de aproximadamente uma hora cada. O autor do curso é o professor titular da USP, coordenador da Agência USP e Doutor em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Já o Probabilidade e Estatística, terá 19 aulas, também de quase uma hora cada, produzidas pela Fundação Vanzolini, e ministrado pelos professores da Escola Politécnica, André Leme Fleury e Melvin Cymbalista. Durante o curso os alunos responderão quizzes de perguntas sobre a matéria.

Após completar as atividades online, os estudantes farão uma prova presencial para garantir o certificado. “Testando o conhecimento vamos medir se o aluno atingiu ou não a nota mínima certificatória”, explica Carlos Souza, CEO do Veduca. “Nosso público entende que o conhecimento por conhecimento é importante. Porém, existe um valor muito grande na certificação”, completa. A expectativa do Veduca é de cinco mil inscritos.

A consultora em projetos de uso educativo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Marcia Padilha, considera que, as universidades começam a mostrar que parte do conhecimento que estava concentrado fisicamente dentro dos espaços universitários podem ser democratizados.

Porém, Marcia faz algumas ponderações: “Há diferenças significativas do aprendizado presencial e a distância. Agora nos obriga a pensar o que vamos fazer no presencial. Como podemos enriquecer as trocas que acontecem no espaço presencial?”, questiona. “Um não substitui o outro. São coisas complementares”, diz.

Os Moocs se tornaram populares em 2012, nos Estados Unidos, data considerada “o ano do Mooc” pelo jornal The New York Times. O Open Course do MIT foi o precursor, depois outras grandes universidades do mundo, como Harvard, Stanford, Priston e Berkeley abriram seus conteúdos. O Coursera e o EDX são plataformas distintas que disponibilizam gratuitamente os cursos dessas instituições.

“Temos um atraso histórico na educação no Brasil. Desde o advento da internet, a educação passa por uma revolução por meio da tecnologia”, conta Souza. O site do Veduca é uma compilação de mais de 5.500 aulas de 16 das principais universidades do mundo. Reúne 21 áreas do conhecimento.

Universidades públicas compartilham conhecimento
Diferentemente do Mooc, existem cursos e videoaulas abertos de universidades públicas sem tutoria e certificado, como o Educação para Cidadania da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), o e-USP da Universidade de São Paulo, o Unesp Aberta da Universidade Estadual Paulista e o e-Unicamp da Universidade Estadual de Campinas.

Portal da Universidade Virtual do Estado de São Paulo | Foto: reprodução

Portal da Universidade Virtual do Estado de São Paulo | Foto: reprodução

A Univesp nasceu em conjunto com a Fundação Padre Anchieta e com as três universidades estaduais: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O portal é pioneiro no compartilhamento do ensino aberto no Brasil. Os cursos são chamados de Educação Para Cidadania, são livres e abertos para toda a comunidade, sejam professores, alunos ou interessados em geral. O conteúdo disponibilizado vem das três universidades. “É um centro produtor e difusor de cursos abertos”, explica Carlos Vogt, presidente da Univesp.

A Univesp disponibiliza cursos livres gravados exclusivamente para a internet, cursos oferecidos nas universidades e até mesmo um MBA em Jornalismo Econômico. O aluno pode acompanhar quantas aulas quiser. O canal no Youtube, onde estão hospedados os vídeos, já conta com quase 8 milhões de visualizações desde sua criação em 2010, o que coloca a Univesp entre as 40 universidades do mundo com mais acesso no site de vídeos.

O público dos cursos varia desde pessoas com interesses mais amplos de conhecimento, como História do Brasil Colonial, aos mais específicos, como de Cálculo. “Esses cursos abertos permitem ao mesmo tempo ter o objetivo didático da difusão e divulgação do conhecimento de maneira que permitam um conhecimento mais técnico e também um conhecimento por prazer”, explica Vogt.

A Univesp deve seguir a tendência dos Moocs, é o que garante o presidente da Universidade. “Uma ideia em implantação é que nós comecemos a trabalhar com a possibilidade de certificação dos cursos que forem possíveis. Esse é o passo seguinte. Estamos em andamento com as tratativas com o MEC”, revela.

Portal e-Unicamp da Universidade Estadual de Campinas lançado em abril | Foto: reprodução

Portal e-Unicamp da Universidade Estadual de Campinas lançado em abril | Foto: reprodução

No final do mês de abril, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abriu o portal e-Unicamp com a intenção de compartilhar o ensino produzido dentro da instituição. São animações, vídeoaulas e imagens divididas nas áreas de Exatas, Tecnológicas, Terra, Ciências Humanas, Artes, Biológicas e Profissões da Saúde. Não são Moocs. O conteúdo é livre e acessível a todos. Alunos e professores podem aproveitar o material.

A iniciativa surgiu há um tempo, quando o Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE) e dois docentes da Unicamp se engajaram no projeto. Um deles foi a professora responsável pelo portal, Vera Solferini. “Começamos a ver a quantidade de material que tínhamos e que seria muito importante que isso não ficasse restrito. Compartilhar o conhecimento é uma das nossas missões como universidade pública”, conta Vera.

O material encontrado no e-Unicamp foi uma compilação de materiais já produzidos por professores da Unicamp. A intenção é que no futuro próximo os professores possam ir adicionando seus conteúdos. Por enquanto, mais 300 vídeos estão sendo preparados para o portal.

A Unicamp também deve criar seus Moocs. “O EDX abrirá a plataforma em breve. Alguns docentes da Unicamp estão aguardando ansiosamente para criar seus cursos com a ferramenta. Esses cursos inteiros não demorão muito”, revela a docente.

A Unicamp já tinha a tradição de compartilhar o conteúdo produzido dentro da instituição nas redes. Primeiramente, com o Portal Ensino Aberto e depois com o Open Course Ware (OCW) Unicamp.

Para Vogt, estas formas de ensino representam as universidades do futuro. “O avanço dessas tecnologias não só importa pela possibilidade de ampliar o alcance social dos programas de ensino, mas também elas oferecem um princípio construtivo de transformação das condições de oferta dos cursos”, considera.

 

Reportagem publicada originalmente no portal Cmais da TV Cultura.